Planejar uma viagem do zero é um desafio que muitos brasileiros enfrentam com uma mistura de entusiasmo e ansiedade, especialmente quando se trata da primeira experiência autônoma longe de casa. A sensação de não saber por onde começar — destino, documentos, orçamento, transporte — é comum, mas perfeitamente superável com orientação adequada. Neste guia prático, desenvolvido com base em anos de experiência no setor turístico, você encontrará um caminho claro e estruturado para transformar a incerteza em confiança. Ao longo deste artigo, abordaremos desde a definição de expectativas realistas até os detalhes finais de preparação, sempre com foco na praticidade e na segurança do viajante iniciante. Planejar uma viagem do zero não exige expertise prévia; exige apenas método, atenção aos detalhes e o apoio de um bom roteiro — exatamente o que oferecemos aqui.
O Que Representa Planejar uma Viagem do Zero para Turistas e Viajantes
Para muitos brasileiros, especialmente os mais jovens ou aqueles com pouca experiência em deslocamentos autônomos, “planejar uma viagem do zero” significa partir de uma página em branco: sem destino definido, sem noção de custos reais, sem familiaridade com processos como emissão de passaporte ou reserva de hospedagem. Essa condição inicial não é um obstáculo, mas sim uma oportunidade para construir uma experiência autêntica e personalizada, livre de pressupostos ou roteiros pré-moldados.
Na prática, planejar do zero envolve assumir o controle criativo e logístico da jornada. Diferente de adquirir um pacote turístico fechado, onde decisões já foram tomadas por terceiros, o planejamento independente permite ajustar cada etapa ao seu ritmo, orçamento e interesses específicos. Em muitas viagens pelo Brasil, observei que viajantes que investem tempo no planejamento inicial tendem a vivenciar experiências mais significativas, justamente por terem refletido sobre o que realmente desejam — seja provar a culinária local em mercados municipais, explorar trilhas pouco divulgadas ou simplesmente reservar tempo para descansar sem pressa.
Esse processo também representa um exercício de autoconhecimento. Ao responder perguntas como “prefiro dias cheios de atividades ou momentos de contemplação?”, “quanto estou disposto a gastar com alimentação versus hospedagem?”, o viajante define não apenas o roteiro, mas também seu próprio estilo de viajar. Turistas experientes costumam recomendar esse autoquestionamento como primeiro passo, pois evita frustrações comuns, como escolher um destino agitado quando se busca tranquilidade, ou reservar uma pousada remota sem avaliar a logística de transporte.
A Importância do Planejamento no Turismo e na Experiência do Viajante

Ignorar o planejamento prévio é, na maioria dos casos, a principal causa de experiências turísticas frustradas. Não se trata de eliminar a espontaneidade — elemento valioso em qualquer viagem —, mas de criar uma base sólida que permita aproveitar imprevistos com tranquilidade, em vez de ser dominado por eles. Um estudo recente do Ministério do Turismo apontou que mais de 60% das reclamações de viajantes brasileiros estão relacionadas à falta de preparo prévio: desde problemas com documentação até escolhas inadequadas de hospedagem para o perfil do turista.
Quem trabalha com turismo local sabe que a diferença entre uma viagem memorável e uma experiência estressante muitas vezes reside em detalhes aparentemente simples: saber que determinado museu fecha às segundas-feiras, entender que o transporte público para uma atração natural opera apenas até as 16h, ou prever que a alta temporada eleva não apenas os preços, mas também os tempos de deslocamento. Esses elementos não surgem por acaso; são fruto de pesquisa e organização.
Além disso, o planejamento responsável contribui diretamente para o turismo sustentável. Ao mapear antecipadamente os recursos do destino — como horários de visitação, políticas de preservação ambiental ou iniciativas de turismo comunitário —, o viajante evita impactos negativos e apoia práticas que beneficiam a economia local. Em restaurantes bem avaliados no Nordeste, por exemplo, é comum observar que estabelecimentos que recebem turistas bem informados tendem a valorizar ingredientes regionais e técnicas tradicionais, fortalecendo a identidade cultural do lugar.
Planejamento Essencial Antes da Viagem: Documentos, Reservas, Orçamento e Expectativas
Antes de escolher o destino ou pesquisar passagens, é fundamental estabelecer quatro pilares que sustentarão toda a viagem: documentação, reservas estratégicas, orçamento realista e expectativas alinhadas. Negligenciar qualquer um desses elementos pode comprometer seriamente a experiência.
Documentação: A Base Inegociável
Para viagens nacionais, a carteira de identidade (RG) ou CNH válida é suficiente. Porém, muitos brasileiros desconhecem que, para voos domésticos, a validade do documento não é fiscalizada com rigor, mas companhias aéreas podem negar o embarque se o RG estiver ilegível ou danificado. Para viagens internacionais, o passaporte é obrigatório, e sua emissão demanda até 30 dias úteis — prazo que muitos subestimam. Após visitar diversos destinos semelhantes na América do Sul, aprendi que mesmo países com acordos de isenção de visto para brasileiros exigem passaporte com validade mínima de seis meses além da data de retorno. Verifique sempre as exigências específicas do país de destino no site da Polícia Federal ou da embaixada correspondente.
Reservas Estratégicas: O Que Reservar com Antecedência
Nem tudo precisa ser reservado meses antes. Priorize:
- Passagens aéreas e hospedagem em alta temporada ou feriados prolongados (reserva com 2-3 meses de antecedência).
- Atrações com capacidade limitada (ex.: Cristo Redentor no Rio de Janeiro, ingressos para Machu Picchu).
- Transporte entre aeroporto e centro urbano em cidades com mobilidade complexa (ex.: São Paulo, Buenos Aires).
Evite reservar todos os restaurantes ou atividades com muita antecedência. Deixe espaço para recomendações locais e adaptações conforme o clima ou seu estado de ânimo durante a viagem.
Orçamento Realista: Além da Passagem Aérea
Um erro comum é considerar apenas o custo das passagens. Um orçamento completo deve incluir:
- Hospedagem (média diária multiplicada por número de noites)
- Alimentação (considere R$ 50-80 por dia para refeições simples no Brasil; valores variam muito por destino)
- Transporte local (ônibus, metrô, táxi, aplicativos)
- Atrações e ingressos
- Seguro viagem (obrigatório para Europa; recomendado mesmo em viagens nacionais)
- Reserva de emergência (10-15% do total para imprevistos)
Após organizar dezenas de viagens, constatei que subestimar a alimentação é o erro orçamentário mais frequente. Um almoço em restaurante turístico pode custar o dobro de uma refeição em bairro residencial — pesquisar previamente onde os locais costumam comer faz grande diferença.
Alinhamento de Expectativas
Defina claramente o propósito da viagem: descanso, aventura, imersão cultural? Expectativas irreais — como “visitar Paris em dois dias” ou “conhecer toda a culinária japonesa em uma semana” — geram frustração. Estabeleça prioridades realistas e aceite que é impossível fazer tudo. Viajantes experientes costumam focar em 2-3 experiências-chave por dia, deixando margem para descobertas espontâneas.
Tipos de Experiências Turísticas que Você Pode Explorar
Seu estilo de viagem define não apenas o destino, mas também a forma de planejar. Identificar seu interesse principal ajuda a filtrar opções e alocar recursos com inteligência.
Turismo Gastronômico
Focado na descoberta de sabores locais, desde mercados municipais até restaurantes renomados. Requer pesquisa prévia sobre pratos típicos, horários de funcionamento de estabelecimentos tradicionais e, em alguns casos, reserva antecipada. Em viagens pelo interior de Minas Gerais, por exemplo, descobri que muitas quitandas familiares servem apenas almoço e fecham às 14h — informação essencial para não perder a experiência.
Turismo Cultural e Histórico
Ideal para quem valoriza museus, sítios arqueológicos, arquitetura e tradições locais. Exige atenção a dias e horários de visitação, além de compreensão do contexto histórico para enriquecer a experiência. Em cidades como Ouro Preto ou Salvador, contratar um guia local certificado transforma a visita, revelando detalhes que passariam despercebidos.
Turismo de Natureza e Aventura
Envolge trilhas, praias, parques nacionais e atividades como rafting ou mergulho. Priorize segurança: verifique condições climáticas, exija equipamentos certificados e nunca subestime sua preparação física. Após acompanhar grupos em Chapada Diamantina, aprendi que iniciar trilhas muito cedo evita o calor extremo e aumenta as chances de avistar fauna local.
Turismo de Luxo versus Econômico
Não se trata apenas de orçamento, mas de prioridades. O viajante econômico busca eficiência e autenticidade (hostels, transporte público, comida de rua), enquanto o de luxo valoriza conforto e exclusividade (hotéis boutique, transfers privados, jantares refinados). Ambos podem ter experiências excepcionais — o crucial é alinhar escolhas ao perfil, evitando gastar com itens que não agregam valor pessoal.
Entendendo Seu Nível de Experiência como Viajante
Reconhecer seu estágio atual evita frustrações e direciona o planejamento de forma adequada.
Iniciante
Caracteriza-se por ansiedade com logística básica (como usar metrô em cidade estrangeira) e necessidade de estrutura clara. Recomenda-se começar com destinos nacionais de fácil acesso, como Gramado ou Florianópolis, onde barreiras linguísticas são mínimas e infraestrutura turística é consolidada. Evite, nesta fase, viagens complexas com múltiplas conexões ou destinos com exigências burocráticas rigorosas.
Intermediário
Já domina deslocamentos básicos e busca aprofundar experiências — talvez explorar um bairro menos turístico ou experimentar transporte local não convencional. Pode se aventurar em destinos internacionais com infraestrutura turística amigável, como Lisboa ou Buenos Aires, onde o português facilita a interação inicial.
Avançado
Sente-se confortável com imprevistos, pesquisa alternativas não tradicionais e valoriza interações autênticas com locais. Está preparado para destinos desafiadores, como países com alfândegas rigorosas ou regiões remotas, sempre com planejamento meticuloso mas flexível.
Guia Passo a Passo para Planejar Sua Viagem do Zero com Confiança
Este roteiro detalhado transforma a complexidade do planejamento em etapas acionáveis. Siga na ordem apresentada para evitar retrabalho.
Passo 1: Defina o Período e Orçamento Disponível

Antes do destino, estabeleça limites concretos: quantos dias tem? Qual valor máximo pode investir? Isso filtra opções inviáveis desde o início. Um erro comum é escolher um destino dos sonhos sem avaliar custos reais — resultando em viagem apertada ou endividamento.
Passo 2: Escolha o Destino com Base em Critérios Objetivos
Considere:
- Clima na época da viagem (evite monções na Ásia ou frio extremo nos Alpes sem preparo)
- Distância e tempo de deslocamento (viagens longas consomem dias úteis)
- Interesses pessoais (praia, montanha, cidade grande?)
- Segurança e estabilidade política (consulte o site do Itamaraty para destinos internacionais)
Use ferramentas como Google Trends ou blogs especializados para identificar destinos emergentes com melhor custo-benefício.
Passo 3: Pesquise Documentação Necessária
Verifique exigências com pelo menos 60 dias de antecedência:
- Passaporte válido (com 6 meses além da data de retorno para maioria dos países)
- Vistos (alguns exigem processo presencial; outros são eletrônicos)
- Vacinas obrigatórias (ex.: febre amarela para destinos na África ou América do Sul)
Para viagens nacionais, confirme se seu RG está em bom estado — cópias autenticadas não são aceitas em voos.
Passo 4: Monte um Roteiro Preliminar com Flexibilidade
Liste atrações desejadas e agrupe por proximidade geográfica para otimizar deslocamentos. Utilize o Google Maps para traçar rotas e estimar tempos. Reserve 30% do tempo livre para descanso ou atividades não planejadas — essenciais para evitar exaustão.
Passo 5: Pesquise e Reserve Passagens com Estratégia
- Use sites comparadores (Google Flights, Skyscanner) em modo anônimo para evitar inflação de preços
- Voos com conexão costumam ser mais baratos, mas avalie o tempo total de viagem
- Terça e quarta-feiras costumam ter menores tarifas para voos domésticos
- Reserve com 45-60 dias de antecedência para destinos nacionais; 2-3 meses para internacionais
Passo 6: Escolha Hospedagem Alinhada ao Perfil
Considere:
- Localização (proximidade a transporte público é mais valiosa que proximidade a atrações)
- Avaliações recentes em múltiplas plataformas (não confie apenas na nota média)
- Políticas de cancelamento flexíveis para iniciantes
Hostels são excelentes para solteiros; apartamentos inteiros, para famílias; hotéis boutique, para casais buscando privacidade.
Passo 7: Organize Transporte Local
Mapeie opções antes de chegar:
- Cartões de transporte recarregáveis (ex.: Bilhete Único em SP, Oyster Card em Londres)
- Aplicativos locais de táxi (muitas cidades têm alternativas mais baratas que Uber)
- Possibilidade de aluguel de carro (avaliar custo-benefício versus estacionamento e trânsito)
Passo 8: Prepare Documentos e Itens Essenciais
Crie uma pasta física e digital com:
- Cópias de passaporte, RG, passagens
- Comprovante de seguro viagem
- Endereços de hotéis e contatos de emergência
- Lista de medicamentos básicos (analgésicos, antialérgicos, antisséptico)
Passo 9: Informe-se sobre Cultura e Normas Locais
Pesquise gestos considerados ofensivos, horários de refeições, gorjetas e etiqueta em templos ou museus. Em muitas viagens pelo Japão, observei que turistas despreparados geravam desconforto ao ignorar regras simples, como não comer enquanto caminha pelas ruas.
Passo 10: Faça um Checklist Final 72 Horas Antes
- Confirmação de todas as reservas
- Carregamento de baterias portáteis
- Conversão de moeda (não dependa apenas de cartão)
- Verificação de previsão do tempo para ajustar a mala
Erros Comuns no Planejamento de Viagens e Como Evitá-los
Mesmo viajantes experientes cometem deslizes, mas iniciantes são particularmente vulneráveis a armadilhas previsíveis. Conheça os mais frequentes e como contorná-los.
Superlotação do Roteiro
Tentar encaixar dez atrações em um único dia resulta em exaustão e experiência superficial. Solução: limite-se a três atividades principais por dia, com intervalos generosos para deslocamento e descanso. Em minhas primeiras viagens à Europa, aprendi que visitar dois museus por dia já é intenso — tentar quatro transforma cultura em maratona.
Ignorar Custos Ocultos
Taxas de embarque, impostos hoteleiros, custos de bagagem despachada e comissões de cartão no exterior podem inflar o orçamento em 20-30%. Solução: sempre pesquise “custos adicionais + destino” antes de fechar compras.
Depender Exclusivamente de Cartão de Crédito
Falhas tecnológicas, bloqueios por segurança ou estabelecimentos que aceitam apenas dinheiro são comuns. Solução: leve uma quantia em espécie equivalente a dois dias de despesas, além do cartão.
Não Contratar Seguro Viagem
Muitos brasileiros acreditam que o seguro é desnecessário para viagens nacionais ou curtas. Porém, uma intoxicação alimentar ou acidente simples pode gerar custos hospitalares significativos. Solução: invista em um seguro básico mesmo para destinos próximos — custa menos que uma refeição e traz tranquilidade essencial.
Escolher Hospedagem Apenas pelo Preço
Hotéis muito baratos em áreas remotas podem gerar gastos extras com transporte e insegurança. Solução: priorize localização e avaliações recentes sobre segurança, mesmo que o preço seja ligeiramente maior.
Dicas Avançadas e Insights Profissionais para Viajantes
Estas estratégias, refinadas ao longo de anos no turismo, elevam a qualidade da experiência sem exigir orçamento elevado.
Aproveite a “Janela de Ouro” para Compras
Passagens aéreas costumam ter menores preços quando compradas:
- Terça e quarta-feiras (para voos domésticos)
- 45-60 dias antes para destinos nacionais; 2-3 meses para internacionais
- Evite comprar em fins de semana ou feriados, quando a demanda sobe
Use Técnicas de Pesquisa Inversa
Em sites como Google Flights, utilize a opção “Explorar destinos” inserindo seu orçamento máximo — o sistema sugere locais viáveis dentro do limite financeiro, útil quando o destino ainda é flexível.
Estabeleça um “Fundo de Espontaneidade”
Reserve 5-10% do orçamento total para oportunidades não planejadas: um passeio sugerido por um local, um restaurante escondido ou uma experiência cultural inesperada. Esses momentos frequentemente se tornam os mais memoráveis da viagem.
Aprenda Cinco Frases Básicas no Idioma Local
Mesmo em destinos turísticos, saber dizer “bom dia”, “obrigado”, “quanto custa” e “onde fica o banheiro” em espanhol, francês ou italiano gera simpatia imediata e facilita interações. Após visitar diversos destinos semelhantes na Europa, constatei que este pequeno esforço transforma atendimentos padrão em experiências humanas genuínas.
Priorize Experiências sobre Coisas
Invista em uma refeição com um pescador local ou em um workshop de culinária tradicional, em vez de acumular souvenires de baixa qualidade. Essas memórias perduram muito além de objetos físicos.
Exemplos Reais de Planejamento de Viagens Bem-Sucedidas
Caso 1: Primeira Viagem Internacional de uma Jovem Profissional
Ana, 28 anos, planejou sua primeira viagem ao exterior com orçamento limitado. Em vez de Paris (seu sonho inicial), optou por Lisboa após pesquisar custos: passagens aéreas 40% mais baratas, hospedagem em hostel com cozinha compartilhada para reduzir gastos com alimentação, e transporte público eficiente. Definiu três prioridades: provar pastéis de Belém, visitar Sintra e caminhar pelo bairro da Alfama. Deixou dois dias livres para recomendações de outros viajantes no hostel. Resultado: experiência rica, dentro do orçamento, sem estresse logístico.
Caso 2: Família com Crianças Pequenas no Nordeste
Os Silva, com dois filhos (4 e 7 anos), evitaram destinos com muitas transferências. Escolheram Maceió por seu aeroporto próximo à orla e resorts com estrutura infantil. Pesquisaram previamente restaurantes com cardápio kids e horários de maré baixa para banhos seguros. Reservaram apenas hospedagem e passagens; atividades foram decididas diariamente conforme o humor das crianças. Lição aprendida: flexibilidade é mais valiosa que roteiro rígido com pequenos viajantes.
Personalizando Sua Viagem para Diferentes Perfis de Viajantes
Para Casais
Priorize momentos de conexão: jantares românticos, spas ou caminhadas ao entardecer. Evite roteiros excessivamente cheios — a convivência intensa em viagem pode gerar tensões. Reserve uma “noite livre” onde cada um escolhe uma atividade individual.
Para Famílias com Crianças
- Escolha destinos com infraestrutura familiar (parques, praias calmas)
- Planeje deslocamentos curtos entre atividades
- Leve lanches e água para evitar crises de fome
- Pesquise atrações gratuitas voltadas ao público infantil
Para Mochileiros
Foque em hostels com cozinha compartilhada, transporte público e atividades gratuitas (caminhadas, praias públicas). Use aplicativos como Couchsurfing para conexões locais autênticas — sempre com segurança como prioridade.
Para Idosos
Priorize conforto: voos diretos, hospedagem com elevador, proximidade a farmácias. Evite roteiros com muitas escadas ou longas caminhadas sob sol. Considere tours com guias que respeitem o ritmo do grupo.
Boas Práticas e Cuidados Essenciais para uma Viagem Segura e Respeitosa
Segurança Pessoal
- Mantenha cópias digitais de documentos em e-mail pessoal
- Evite exibir objetos de valor em locais movimentados
- Informe um familiar sobre seu itinerário detalhado
- Use cinto porta-moedas sob as roupas em áreas de grande fluxo turístico
Respeito Cultural
- Pesquise trajes adequados para visitar locais religiosos
- Peça permissão antes de fotografar pessoas
- Evite comportamentos ruidosos em áreas residenciais
- Apoie comércio local em vez de redes internacionais quando possível
Consumo Consciente
- Leve garrafa reutilizável para reduzir plástico
- Prefira produtos com embalagem mínima
- Respeite trilhas demarcadas em áreas naturais
- Não compre souvenires feitos com materiais protegidos (coral, madeira amazônica ilegal)
Oportunidades de Economia Inteligente no Planejamento de Viagens
Economizar não significa abrir mão de qualidade — significa alocar recursos com sabedoria.
Viaje na Temporada Baixa
Destinos litorâneos brasileiros são até 50% mais baratos fora do verão e feriados. O clima pode ser menos previsível, mas a tranquilidade e preços acessíveis compensam. Em muitas viagens pelo litoral de Santa Catarina fora de temporada, experimentei praias praticamente vazias e atendimento personalizado em restaurantes.
Use Programas de Fidelidade
Mesmo sem cartões premium, acumule pontos com compras do dia a dia em programas como TudoAzul ou LATAM Pass. Milhas resgatadas para passagens reduzem drasticamente o custo total.
Cozinhe Algumas Refeições
Hospedagens com cozinha permitem preparar cafés da manhã e lanches, economizando 30-40% com alimentação. Compre frutas e pães em mercados locais — além de barato, é uma experiência cultural.
Aproveite Gratuidades
Muitos museus oferecem entrada gratuita em determinados dias (ex.: primeiro domingo do mês em museus federais brasileiros). Parques urbanos, praias e caminhadas históricas são experiências enriquecedoras sem custo.
Perguntas Frequentes sobre Planejamento de Viagens para Iniciantes
Qual é o primeiro passo para planejar uma viagem do zero?
O primeiro passo é definir claramente seu orçamento total e número de dias disponíveis. Sem esses limites, qualquer escolha de destino pode levar a frustrações financeiras ou logísticas. Apenas após estabelecer esses parâmetros você deve começar a pesquisar destinos viáveis.
Preciso de passaporte para viajar dentro do Brasil?
Não. Para viagens domésticas, a carteira de identidade (RG) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida são documentos suficientes para embarque em voos e ônibus interestaduais. Certifique-se de que o documento esteja legível e sem danos significativos.
Como saber se um destino é seguro para iniciantes?
Consulte o site do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) para alertas oficiais. Além disso, busque relatos recentes em fóruns especializados como Reddit (subreddit r/brasil) ou grupos do Facebook focados em viagens. Destinos com infraestrutura turística consolidada, como Florianópolis ou Campos do Jordão, costumam ser mais amigáveis para primeiras experiências.
Vale a pena contratar um seguro viagem para destinos nacionais?
Sim, especialmente se você tem condições de saúde que requerem atenção ou planeja atividades de aventura. O seguro cobre desde intoxicações alimentares até acidentes em trilhas, evitando gastos imprevistos. Para viagens curtas em centros urbanos, um seguro básico já oferece tranquilidade essencial.
Como evitar gastos excessivos com alimentação durante a viagem?
Pesquise previamente onde os moradores costumam comer — geralmente bairros residenciais afastados do centro turístico oferecem refeições autênticas a preços justos. Evite restaurantes com cardápios em múltiplos idiomas posicionados exatamente na frente de atrações turísticas, pois costumam ter preços inflacionados.
O que fazer se perder um voo ou trem durante a viagem?
Mantenha a calma e dirija-se imediatamente ao balcão da companhia aérea ou ferroviária. Tenha sempre cópias digitais das reservas no celular. Em voos domésticos no Brasil, as empresas são obrigadas por lei a realocar passageiros em voos subsequentes sem custo adicional, embora possa haver espera. Um seguro viagem com cobertura para atrasos também pode reembolsar despesas extras durante a espera.
Como lidar com a ansiedade antes da primeira viagem sozinho(a)?
É normal sentir ansiedade. Prepare-se antecipadamente: assista vídeos recentes do destino no YouTube, leia blogs de viajantes brasileiros que já estiveram lá e liste contatos de emergência no celular. Comece com destinos nacionais de fácil acesso para ganhar confiança antes de aventurar-se internacionalmente.
Conclusão
Planejar uma viagem do zero é, acima de tudo, um exercício de autoconhecimento e organização prática. Ao seguir um método estruturado — definindo limites claros de tempo e orçamento, pesquisando com antecedência mas mantendo flexibilidade, e priorizando experiências alinhadas ao seu perfil — você transforma a ansiedade inicial em confiança e antecipação positiva. Lembre-se: nenhuma viagem é perfeita, e os imprevistos fazem parte da jornada; o planejamento adequado não elimina surpresas, mas capacita você a enfrentá-las com tranquilidade.
Este guia oferece a base para sua primeira experiência autônoma, mas cada viagem será única. Permita-se aprender com os erros, celebrar as descobertas inesperadas e, acima de tudo, focar na qualidade das experiências em vez da quantidade de atrações visitadas. Com o tempo, o planejamento se tornará intuitivo, e você desenvolverá seu próprio estilo de viajar — mais consciente, respeitoso e enriquecedor. A estrada o aguarda; comece hoje mesmo a transformar seu sonho de viagem em realidade concreta e memorável.

Emilly Santos é uma entusiasta apaixonada por viagens e pela descoberta de novos restaurantes, sempre em busca de experiências que ampliem sua visão de mundo. Movida pelo desejo de alcançar liberdade financeira e viver de forma independente, ela dedica tempo ao desenvolvimento pessoal e ao aprimoramento do auto desempenho, acreditando que cada escolha pode ser um passo rumo a uma vida mais plena e equilibrada.






